terça-feira, janeiro 03, 2006

A morte de Cáceres Monteiro



Carlos Cáceres Monteiro morreu esta madrugada aos 57 anos de idade...

quarta-feira, dezembro 21, 2005

Governo rejeita proposta de aumentos para a Função Pública



O aumento salarial de 3,5 por cento proposto pela Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) e pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) foi, ontem, recusado pelo governo.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, afirmou aos jornalistas que as “exigências ultrapassam em muito o montante disponível na dotação provisional”, não revelando, no entanto, qual será a contra-proposta do governo.

Teixeira dos Santos disse que a verba inscrita na dotação provisional do Orçamento de Estado para 2006 é de 424 milhões de euros, estando este valor muito abaixo dos aumentos reivindicados pelos sindicatos.

Segundo as contas do ministério, os aumentos exigidos pelos sindicatos acarretariam um encargo para o Estado de 630 milhões de euros, mais 200 milhões de Euros do que o previsto para orçamento de Estado do próximo ano.

A Frente Comum, afecta à CGTP, reivindica uma actualização salarial de 5,5 por cento, o que significa um encargo de 990 milhões de euros.

Amanhã, quarta-feira, realiza-se uma nova reunião negocial entre Teixeira dos Santos e os sindicatos onde será apresentada a proposta do Governo.

domingo, dezembro 11, 2005

Que vontade de partir

O meu país enfrenta uma situação financeira grave, este facto não é novidade para ninguém. A crise social assume proporções preocupantes e, para a sua resolução, é necessário um esforço à escala nacional, que una todos os cidadãos segundo objectivos comuns. Era esse o Portugal em que eu queria viver, no entanto, a realidade é um deserto.

Vivo num país descrente de ideias, onde um debate entre dois candidatos presidenciais, encontro onde, supostamente, se deveriam discutir soluções para a melhoria das condições de vida dos portugueses, tem menos audiência que uma novela brasileira. Que país é o meu?

Não podemos andar constantemente a dizer que a culpa é da conjuntura, da adesão à União Europeia, ou, ainda mais ridículo, do coitado do Durão Barroso que nos abandonou.

Aceitemos o que somos, nada mais nada menos que um povo agreste, alheado, despreocupado com o que se passa à sua volta.

Portugal é neste momento um país ridículo, basta olhar para alguns exemplos do dia-a-dia. È com amargura que vejo os funcionários públicos, camada mais privilegiada da população, exigir a manutenção das regalias exorbitantes que usufruem face à situação grave do país. Será que eles não vêem que em alturas de crise não é possível manter privilégios desmedidos? Não menos graves, são construções megalómanas como o aeroporto da Ota ou TGV, exemplos do quão desmesurado é o nosso país quando importa escolher áreas de investimento essenciais.

Será que vamos continuar à espera do D. Sebastião? Não creio que valha a pena, não sei mesmo se esse senhor ainda existe. O que eu sei é que Portugal está envolto num ciclo vicioso, um colete-de-forças que destruirá, nos próximos anos, o sistema de segurança social. Não é este o país que os nossos avós sonharam em 1974.

Hoje percebo que não somos dignos da herança que recebemos. Podemos continuar a pôr bandeiras nas varandas, no entanto só seremos realmente portugueses quando assumirmos as nossas responsabilidades quotidianas.

Quando percebermos que ao fugir aos impostos, ao falsificar facturas médicas (ADSE) para as poder trocar por óculos de sol, estamos a roubar o futuro aos nossos filhos, será, certamente, tarde de mais.

Isto é apenas um rascunho do que somos, oxalá haja a coragem governamental para reverter a situação.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Primeiro frente-a-frente entre Cavaco e Alegre

O primeiro frente-a-frente para as Presidenciais acontece hoje, na Sic, pelas 20h30 e opõe Cavaco Silva a Manuel Alegre.

O debate de hoje é importante para Cavaco Silva, uma vez que tem sido acusado de não apresentar propostas concretas. Desta forma, o antigo primeiro-ministro poderá aproveitar o facto de abrir a primeiro debate para explicitar as suas ideias.

Do mesmo modo, embora em sentidos políticamente diferentes, Manuel Alegre tem a possibilidade de recuperar a desvantagem que, presentemente, tem em relação a Mário Soares, tentando captar votos aos indecisos do PS.

O debate de hoje terá uma hora de duração e apenas um intervalo. A forma de debate adoptada será igual em todos os debates presidenciais.

Os dez debates televisivos serão transmitidos pelas três estações de televisão generalistas e terminam a 20 de Dezembro.


segunda-feira, outubro 31, 2005

Direitos apenas na forma...

"A AIR LUXOR NÃO TRANSPORTA PESSOAS COM DEFICIÊNCIAPublicação de um mail recebido de um leitor da Fundação Canzoada:

PORTUGAL NO SEU PIOR - EXCLUSÃO E DISCRIMINAÇÃO!

Sabem a melhor?Perguntei ao Sr. Rui Perdigão da "Air Luxor" para ele então me dar datas disponíveis para férias em Moçambique, Brasil ou Cabo Verde, salientando que o quarto no hotel onde ficasse hospedado teria de ter condições para deficientes devido á minha esposa se deslocar em cadeira de rodas. O Sr. Rui Perdigão disse-me para eu esperar um pouco e passado uns segundos voltou ao telefone dizendo-me: Lamentamos muito, mas desde o dia 7 de Junho que a "Air Luxor" deixou de transportar passageiros deficientes.

Como devem compreender acho que com esta atitude a companhia aérea em questão está a praticar "Exclusão e Discriminação" para com os deficientes deste País. Acho inconcebível que uma companhia aérea nacional não preencha um dos requisitos minímos que é o transporte de deficientes.

Agradeço que divulguem este bom serviço prestado pela "Air Luxor". Só mesmo num país do TERCEIRO MUNDO é que este tipo de situações poderiam vir a ocorrer.

Virgilio «"Air Luxor Tours - Call Center" ALT-CallCenter@airluxor.com 14-07-2005 15:11»

Após este contacto do meu marido com a referida transportadora e, não querendo acreditar no que estava a ouvir, tentei marcar uma viagem na Companhia aérea AIR LUXOR. Após a verificação da data a marcar e do número de lugares, disse ao funcionário que um dos lugares era para um deficiente motor.

Resposta do meu interlocutor:

-Desde o dia 7 de Junho que a Air Luxor não faz transporte de passageiros em cadeiras rodas. (antes ainda me questionou se o passageiro de cadeira de rodas podia subir as escadas para o avião - apeteceu-me logo dar uma má resposta mas consegui conter-me).

Reclamei, como é óbvio e vou levar ao limite a luta contra esta discriminação que a referida companhia está a praticar: não transportar deficientes motores nos meses em que a afluência ao serviço é grande, é estar a impedir a acessibilidade ao exercício do direito de cidadania, é estar a violar o meu direito de igualdade e liberdade. Esta exclusão social no sec. XXI, não pode nem deve passar sem que seja altamente divulgada. Vou lutar pelo meu direito à acessibilidade quando e onde o desejar. Não será a Air Luxor a decidir os meses em que devo ou não viajar. Já não está em causa a viagem mas sim a discriminação e a exclusão.

Conto com a ajuda de todos para a divulgação de mais uma injustiça no mundo de "Salve-se quem puder"

ACESSIBILIDADE É UM CONCEITO LATO QUE SIGNIFICA POSSIBILIDADE DE ACESSO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AO MEIO EDIFICADO PÚBLICO E PRIVADO, AOS TRANSPORTES E ÁS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E DA COMUNICAÇÃO."


Email recebido que achei por bem divulgar...

segunda-feira, outubro 24, 2005

O Anúncio



Cavaco Silva formaliza a sua candidatura à presidência da República.
O antigo primeiro-ministro pretende combater «a descrença e o pessimismo instalados», com a convicção de «contribuir para o reforço de credibilidade e para ajudar a vencer o momento difícil que o país atravessa».

domingo, outubro 09, 2005

As Autárquicas e a moral

A verdadeira democracia, aquela que vem nos livros e à qual nos habituamos a aspirar desde tenra idade, pressupõe, no sentido da salutar auto-preservação das instituições democráticas um conceito bastante importante – a alternância democrática.

Os resultados globais das eleições autárquicas de hoje, segundo as projecções avançadas pelas principais televisões nacionais, demonstram, inequivocamente, o perpetuar de alguns mandatos pré-históricos que, obviamente, nada têm a ver com o conceito anteriormente referido.

A eleição dos velhos “dinossauros” que pontificam nas autarquias de Braga, Gondomar e Oeiras, entre outras, atesta a manutenção de um “status quo” governativo, em minha opinião, verdadeiramente inquietante.

A sabedoria popular diz-nos que o Poder acaba por corromper o indivíduo, especialmente com o passar dos anos e respectivos mandatos. Sem querer entrar pelo fatalismo desmedido do senso comum, é um facto que a manutenção de um cargo político durante um número indefinido de mandatos cria vícios latentes. Posto isto, e para o bem-estar das referidas instituições do poder local, é vital a injecção de “sangue novo”, fundamental para que se garanta uma relação de respeito mútuo entre a autoridade local e os cidadãos, laço que tende a ser desvitalizado com o avançar dos anos.

Políticos como Valentim Loureiro, Fátima Felgueiras e Isaltino Morais são um bom exemplo deste apego assustador em relação ao todo badalado Poder. Sem querer abordar as considerações de âmbito legal sobre a gestão financeira de alguns dos municípios dirigidos pelos referidos “dinossauros”, sobre os quais as instituições judiciais oportunamente se pronunciarão, poder-se-á dizer que estas eleições decorreram numa esfera pouco ética. A ética é a ciência da moral; partindo deste princípio dir-se-á, com toda a legitimidade, que a suspeita de actos ilícitos durante a administração camarária impõe, em nome do respeito pelas instituições democráticas, a suspensão de toda e qualquer actividade política, até que o poder judicial se pronuncie sobre a questão. É certo que a política não se deve misturar com a justiça, no entanto, o mais distraído dos eleitores pode e deve questionar-se sobre esta questão ética e moral.

Mais do que qualquer consideração de âmbito meramente partidário, os resultados destas eleições autárquicas mostram que os eleitores têm uma confiança cega nos respectivos presidentes de câmara, mesmo quando estes se encontram sob a alçada da justiça. Será que a presunção de inocência até trânsito em julgado justifica os resultados do escrutínio?

Seria sem dúvida positivo que se reflectisse sobre esta questão que, volto a dizer, é acima de tudo ética e moral.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Nobel da Paz

Nobel da Paz 2005 atribuído à Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e ao seu director-geral, Mohamed ElBaradei.

quarta-feira, outubro 05, 2005

Apenas mais um dia de festa...


A apenas quatro dias das Eleições Autárquicas, o espectáculo continua mais ou menos o mesmo. O circo é o mesmo, o seu apresentador também, apenas os palhaços mudam.

A constante repetição do “mesmo” neste texto não acontece por mero acaso. No fundo reflecte a situação do país, que se encontra numa ataraxia total. Alguma novidade?

Há que realçar a falta de imaginação e, acima de tudo, a falta de visão política àqueles que se auto denominam políticos.

No passado fim-de-semana li um artigo [que não é propriamente um artigo] na revista Única do jornal Expresso e que me deixou pensativo, um pouco à semelhança, penso eu, de todos os que, como eu, o leram.

Trata-se da habitual carta do Comendador Marques de Correia, aquela que, na última página da dita revista, todas as semanas se dirige a alguém, com algum sentido e ironia à mistura.

O Comendador Marques de Correia conta a história de três homens (Isaltim, Avelim e Valentino) e de uma estalajadeira (que supostamente fugiu pró Brasil...) que têm a possibilidade de pedir desejos a um génio.

Ora, não fosse esta história bem conhecida de todos nós e pensaríamos que as personagens teriam escolhido desejos variados e interessantes…

Eu que pensava que a época das canetas, das réguas, dos lápis [que até têm bastante utilidade para a escola, escritório e até para apontar o que falta de mercearia para a semana] estava acabada e, afinal, enganei-me! No entanto, e à semelhança dos tempos, a revolução dá-se também na política. Agora chegou a moda dos enchidos [entregues em mão e por correio]. E esta hein?

UM APARTE - A ironia é uma forma [simples] de se criticar aquilo que, supostamente, está mal.

É incrível como ainda hoje as pessoas se preocupam mais com os “brindes” oferecidos pelos políticos e seus verdadeiros exércitos de poluição sonora, do que com o próprio político e seus projectos políticos para o futuro.

Ainda há os que dizem que “os políticos são todos iguais” e que, por isso, não vão sequer votar, exercer o seu dever cívico, esquecendo-se que há outras formas de mostrar descontentamento político.

É curioso que, neste país desenvolvido que até pertence à União Europeia, Portugal ainda ande ao ritmo do chouriço e da propaganda barata.

É conveniente dizer que antes de pôr a cruz, no Domingo, o mais comum dos cidadãos poderia tentar conhecer o candidato em quem pensa votar [e refiro-me a nível de propostas políticas].

Não namoramos com quem não conhecemos, ou namoramos?

sábado, setembro 24, 2005

O POLITICADA encontra-se, temporariamente, em stand by. Todavia, voltaremos a escrever muito em breve... Sejam pacientes.
O POLITICADA voltará um pouco diferente, conquanto tendo sempre como elemento central de debate a política.

quinta-feira, maio 05, 2005

Marques Mendes veta recandidatura de Valentim Loureiro


Marques Mendes vetou, ontem, a recandidatura de Valentim Loureiro à Câmara de Gondomar, na reunião da Comissão Política Nacional do PSD.

O envolvimento de Valentim Loureiro no caso “Apito Dourado”, terá levado o líder do PSD a invocar falta de confiança política relativamente ao autarca de Gondomar.

Valentim Loureiro declarou, ontem, não ter nada a falar sobre a sua recandidatura com o líder do seu partido: «Não tenho nenhum problema para lhe colocar», tendo deixado para hoje, numa entrevista na RTP, o anúncio do seu futuro político.

Marcelo Rebelo de Sousa já teceu comentários à direcção do PSD, na televisão pública. O professor advogou que após o afastamento de Isaltino Morais, investigado pelo caso das contas na Suíça, o líder do PSD «Não tem margem de recuo» no que diz respeito às recandidaturas do major e da Isabel Damasceno, autarca de Leiria, igualmente arguida do processo "Apito Dourado".

Em resposta às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa, Valentim Loureiro declarou que «Tudo o que ele [professor] diz deve ser ponderado», conquanto «há muitas coisas» sobres as quais Marcelo «não tem um conhecimento aprofundado».

Marques Mendes tomou a decisão de vetar a recandidatura de Valentim Loureiro na noite em que a concelhia de Gondomar ratificou em plenário a candidatura do major, que conta, também, com o apoio da Comisão Política Distrital do Porto, presidida por Marco António Costa.

Valentim Loureiro, segundo fontes próximas, pretende continuar a dirigir os destinos da Câmara de Gondomar, independentemente do apoio da direcção nacional do PSD.

A cofirmar-se a decisão do PSD há a possibilidade de Valentim Loureiro, à semelhança de Isaltino Morais, em Oeiras, optar por uma candidatura independente.

Fontes: DN e JN

Tony Blair poderá alcançar vitória histórica


Tony Blair é apontado como o vencedor das legislativas de hoje na Grã-Bretanha.

As sondagens dão uma vitória a Tony Blair com cerca de 45% dos votos, em 44,2 milhões de eleitores. O ainda primeiro-ministro deverá, ao que tudo indica, conseguir o terceiro mandato consecutivo dos trabalhistas. A Coral, uma das principais bolsas de apostas londrinas afirma que «Uma derrota dos trabalhistas será a maior surpresa da História».

Michael Howard, líder dos conservadores, «não terá grandes hipóteses de vir a ser o próximo chefe do governo», referem alguns estudos de opinião publicados hoje de manhã. Os mesmos estudos mantêm uma vantagem dos trabalhistas com margens de 3 a 6 pontos percentuais em relação aos conservadores e de 13 a 16 face aos liberais democratas de Charles kennedy.

Blair negou, ontem, em resposta às afirmações de que entregaria o poder a Gordon Brown, actual ministro das finanças, querer ser um primeiro-ministro a prazo. No último dia de campanha, Blair pediu ainda aos eleitores que não o «castigassem pela guerra do Iraque», mas que tivessem em conta a saúde da economia. «Evidentemente, há um desacordo sobre o Iraque», reiterou o chefe de Governo. «Mas se as pessoas optarem por um voto de protesto, não são as coisas contra às quais elas protestam que vão mudar se um Governo conservador chegar ao poder», acrescentou.

Tony Blair, na mesma conferência de imprensa, última antes das eleições, referiu o êxito do seu Governo nas áreas da Economia, da Saúde, da Educação e das Reformas. O chefe de Governo declarou aos presentes que «Se defendem uma economia forte, votem por ela; se defendem o serviço de saúde público, votem por ele; se defendem as escolas, votem por elas; se defendem o apoio aos reformados, votem por eles».

Gordon Brown, em consonância com o primeiro-ministro, escreveu no jornal "The Guardian" que «Punindo o Partido Trabalhista, punem as pessoas que mais necessitam dele», acautelando ainda os eleitores: «Rejeitar um Governo progressista com base num desacordo profundo sobre um só tema - o Iraque - poderá conduzir à ascensão de um Governo reaccionário hostil à justiça social e económica». Por volta das 22h00 (mesma hora em Lisboa) encerram as assembleias de voto e serão apresentadas as primeiras sondagens à boca das urnas.

A dúvida persiste, relativamente à expressão numérica do partido trabalhista nos 646 deputados do parlamento, até ao final da noite. A possibilidade de uma elevada abstenção é outra das dúvidas, uma vez que em 2001 apenas 59,4 % dos eleitores votou.

Fontes: JN e Lusa