| Reuters |
terça-feira, novembro 13, 2012
Meine liebe Angela
quarta-feira, setembro 26, 2012
Sacrifícios para quê?
Que da ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados.”
Os Lusíadas, I, 1
domingo, maio 27, 2012
Zona Euro por um canudo
"Todos queremos que a Grécia permaneça na zona euro" - Angela Merkel (19/05/2012)
Sem confiança, dinheiro ou
perspectivas. É assim que a Zona Euro, uma união monetária (porque partilha a
mesma moeda: o Euro), enfrenta o Presente sem saber como será o Futuro. E olvidando
a divergência política. Trocando por miúdos… ninguém se entende porque cada
líder defende os interesses do seu país.
A verdade é que quanto à Grécia e
aos gregos ninguém sabe ao certo o que vai acontecer. Se deixam o Euro depois
das novas eleições, a 17 de Junho, ou se optam por manter-se na moeda única…
sendo que vão precisar de mais dinheiro de uma forma ou de outra.sexta-feira, janeiro 20, 2012
"Fui despedido"
v.t. Mandar embora com brandura ou não; dispensar: despedi a empregada. V.pr. Afastar-se, dizer adeus: despedir-se de um amigo; despedir-se da vida de solteiro.
É certamente a expressão mais vezes escrita nos últimos meses pelo media mundiais. Mais vezes ouvida na rádio, na rua, em casa! Vista diariamente um pouco por todo o lado. E ao contrário do significado na maioria das situações, os despedimentos não ocorrem "com brandura". São duros, inesperados, por vezes injustificados.
É a realidade do país e do mundo. Das empresas. Das pessoas. É uma luta desigual e pouco democrática. Por vezes justificada. Outras (vezes demais) sem sentido. E porquê? A resposta óbvia e mais vezes ouvida é já conhecida de todos: "É a crise!"
É verdade! É a crise. Mas é também a falta de rumo; a mediocridade da gestão que se faz; são desperdícios injustificados. A crise é aquilo que dela se faz. É a desorganização; a desorientação; a falta de conhecimento. É um caldo de muita incompetência e de algumas, poucas, situações que são verdadeiramente incontroláveis. Mas estas últimas são poucas. Não são argumento que per si valham e sejam justificação para tudo.
Despedir é um tsunami que varre as planícies e chega às montanhas com a mesma agressividade de um... dois, três... sete anos sem trabalho. É a depressão que mata, choca, aborrece. É a depressão que deprime e desgasta.
Não há crise sem despedimentos. Não deveria haver despedimentos sem crise, ou justificados apenas pela mesma. O que me leva a reflectir sobre a seguinte afirmação:
"A essência da propaganda está em levar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, no final, elas sucumbem completamente a essa ideia, de modo a nunca mais escaparem dela".*
É mais do que óbvio que os portugueses já se habituaram a esta "ideia". Não escapam dela, mesmo que o quisessem. É a vida de cada um. A realidade de todos. É o choque do choro surpreendido pela notícia. É o ambiente de pesar. São os cochichos. É a dura realidade. Necessária talvez, em nome das reestruturações, da maior competitividade. Da qualidade!
Para trabalhar é preciso ter ambição, qualidade, vontade. E já agora alguma sorte para não se ser mandado "embora com brandura".
*Joseph Goebbles, ministro da propaganda de Hitler.
quinta-feira, outubro 27, 2011
Concílio dos Deuses
Desta vez Júpiter (personificado nas figuras de Merkel e Sarkozy) convocou o encontro não por causa dos portugueses, ou pelo menos não apenas, mas devido ao sismo grego que assola a Europa.
Depois de mais de 10 horas de duras negociações, Baco, não o Deus do Vinho mas o George Papandreou, mostrou-se satisfeito. Tão satisfeito que esclareceu os gregos que o país conseguiu, com esta cimeira, fugir à "armadilha" do incumprimento. Se conseguiu ou não ninguém sabe. Logo se verá! Sendo certo que a Grécia e o seu governo não vão escapar, tudo indica, a uma observação atenta e permanente dos membros da Troika que prometem arrendar um apartamento em Atenas para os próximos anos.
A Grécia pode escapar do incumprimento. Mas os bancos e fundos que compraram dívida soberana do país vão perdoar 50% do montante comprado. O que dá um pouco mais de 100 mil milhões de Euros. Uma decisão que obriga a banca europeia a escavar 106 mil milhões de euros para recapitalizar-se... Deixando, como era de esperar, os bancos portugueses ainda mais aflitos: precisam de quase oito mil milhões de Euros.
Entre as boas notícias, se é que as houve neste concílio, está o reforço do armamento do Fundo Europeu de Estabilização Financeira. Passa a ter em carteira 1 Bilião de Euros, e não 440 mil milhões como acontecia até agora, e vai poder comprar dívida soberana nos mercados Primário (directamente aos países) e no secundário.
Os "Deuses Europeus" deixaram ainda em aberto a possibilidade do FEEF poder ajudar na recapitalização do sistema bancário.
O concílio, o décimo quarto em apenas 20 meses, terminou sem muitos dos pormenores que os "crentes" europeus e mundiais queriam e precisam conhecer.
Resta saber se os Deuses ficaram mesmo satisfeitos com este concílio ou se vão querer marcar um outro, quem sabe, para saber como vai o Olimpo da moeda única.
quinta-feira, outubro 13, 2011
Terramoto Necessário
Há muito tempo que, muitas figuras de relevo do país, alertavam para o fosso em que o país se encontrava.
Os portugueses podem ficar surpresos. Mas será que há razão para tanta surpresa? Eu diria que, mais do que surpresas, houve coragem esta noite.
O Primeiro-ministro anunciou um corte dos subsídios de Férias e de Natal para os trabalhadores da Função Pública que têm salários de pelo menos 1000€/mês. O mesmo se adequa aos pensionistas. Merece mais protestos? Talvez, mas é a solução depois de, repito, muitos anos de pura ficção política (tanto do PS como do PSD e CDS-PP).
Estava na altura de mostrar ao país e aos parceiros europeus que Portugal é um país exemplar. Se não é, ou não foi, deve tornar-se agora.
A austeridade, cada vez mais exigente, é infelizmente um mal necessário para todos. A coragem foi, sem dúvida, o destaque desta noite.
Aos mais reticentes peço que olhem para o exemplo da Grécia que está no fundo do poço.
As muitas exigências previstas no OE 2012 são males necessários. Mas podem representar o fim de um mau hábito nacional.
Os políticos, com responsabilidades na actual situação do país, deveriam ser chamados a responder pelo estado ruinoso em que deixaram Portugal. E é, mais do que as muitas medidas anunciadas, aquilo que mais me deixa revoltado com este país.
P.S - Sr. Primeiro-ministro era escusado "obrigar" o sector privado a trabalhar mais meia hora por dia. É completamente desnecessário! Basta ir a uma qualquer empresa não-pública e percebe que, muitas vezes, os profissionais fazem muitas "meias-horas" por dia...
sábado, setembro 24, 2011
Chamem a polícia
Mas não é pelos estragos causados que escrevo estas linhas. Parece-me que este relato é importante pelo que se passou a seguir e que, a meu ver, podia (devia!) ser alterado.
Se o furto me deixou chateado fiquei... deprimido com a esquadra à qual me dirigi. Não pelos motivos e pelos estereótipo habituais. Fiquei deprimido porque à falta de condições do local juntava-se a falta de agentes. Um! É isso mesmo. Apenas um agente para tratar do que ia aparecendo.
Com respeito e educação, pediu-me desculpa e disse-me que iria ter que esperar bastante tempo porque tinha casos mais importantes para tratar... como o desaparecimento de um menor. Naturalmente, compreendi.
A falta de agentes, de policiamento, de segurança são uma realidade deste país que cada vez mais se parece com um cemitério abandonado. Provavelmente já terão visto um. É algo indescritível!
Mas voltando à história. Como estava com pressa decidi voltar à esquadra em questão durante a tarde. O cenário foi idêntico. Desta vez estavam dois agentes, igualmente simpáticos e receptivos, relativamente novos. Apresentei a queixa e, enquanto se tratava das questões legais, fui falando com os agentes. A falta de efectivos e de condições de trabalho foram o tema central da conversa. Nem sequer me falaram de salários! Apenas das situações a que não podiam atender.
Quando me preparava para sair chegou um terceiro agente que, fiquei a saber então, ia ficar a partir desse momento (cerca das 17:00) e até à uma da manhã sozinho (!) na esquadra.
Como é que é possível que um país supostamente desenvolvido, mesmo que em crise, possa pensar em projectos megalómanos sem antes pensar na segurança e no bem-estar dos seus cidadãos?
Para terminar este triste relato, e apenas como nota, os agentes garantiram-me que a criminalidade continua a aumentar a olhos vistos. Por isso... tenham cuidado!
sexta-feira, setembro 02, 2011
O Futuro de Angola
O presidente de Angola escolheu o ‘chairman' da Sonangol para seu sucessor, avança a imprensa angolana.
É uma confirmação. Manuel Vicente, presidente da Sonangol, foi escolhido para sucessor de José Eduardo dos Santos, que lidera os destinos de Angola há três décadas.
Económico
O acto de ler um livro do avesso!
quinta-feira, setembro 01, 2011
O CIRCO DE JARDIM
Qualquer português reconhece que o Presidente da Região Autónoma da Madeira tem sido autónomo, por vezes demais, na gestão das contas da região. O que não tem sido, à semelhança dos governantes do 'continente', é eficiente.
Basta olhar para os factos: em apenas cinco anos a dívida da Madeira cresceu nada mais nada menos do que 100%! Ascende praticamente aos mil milhões de Euros. À semelhança de qualquer (bom) gestor de uma empresa, os portugueses - e os madeirenses - esperariam de Jardim uma justificação no mínimo diferente para este deslize. Mas não! Alberto João Jardim justificou a má gestão com o Governo socialista de José Sócrates que, nas palavras o próprio, criou políticas que "atacaram" a Madeira.
Vítor Gaspar, o ministro das Finanças, que não parece gostar do circo de Jardim, considerou esta semana a situação da região como "insustentável" e levantou mesmo a possibilidade da Madeira passar por um programa da Troika, idêntico ao do 'continente'.
Como era de esperar, Jardim não gostou da sugestão e veio em defesa da situação do Governo Autónomo (o seu!). Garante que a situação é insustentável "em todo o país". Mas a verdade é que parece não querer pedir esforços, ou pelo menos tantos, como os que foram exigidos aos continentais. Em mais um momento típico, Jardim respondeu: "Passa-lhe pela cabeça que nós íamos pagar para resolver o nosso problema e ainda íamos pagar para resolver o problema dos outros?".
Os "outros" aqui são os portugueses do continente. Esquece-se, no entanto, que no fim de contas somos todos portugueses. Obedecemos todos a um mesmo país, leis e, claro, obrigações!
No fim desta "estória", e mesmo com o deslize já conhecido, Alberto João Jardim prefere continuar com o espectáculo, um circo triste. E espera que, à semelhança do que aconteceu nos últimos 30 anos, o Governo da República continue a financiar aquilo que parecem ser os caprichos de um governante desvirtuado da realidade económica e financeira do país.
Resta saber se Pedro Passos Coelho vai dar continuidade a esta estória de uma ilha que, financeiramente, está a afundar.
Contribuintes vão pagar maior parte do corte no défice
Económico
quarta-feira, agosto 17, 2011
Hoje há tourada!
Sei que o tempo não cresce e que as responsabilidades são muitas desde que chegou ao Governo. Sei também que houve um desvio orçamental nas contas do Estado de 1,9 mil milhões de Euros e que os esforços pedidos são para todos. Ou pelo menos para uma parte destes "todos".
Deixe-me dizer-lhe que apoio algumas das exigências que o Governo ao qual pertence tem feito. Entendo que é necessário colocar este "comboio" de novo nos carris... Pelo menos tentar!
Há, no entanto, uma coisa que não compreendo. O porquê de taxar, ainda este ano, o gás e a electricidade com uma taxa de IVA de 23% quando há bens menos (muito menos!) essenciais que mantêm uma taxa de 6%.
Falo dos bilhetes para espectáculos, como concertos, jogos de futebol, golfe e até mesmo das touradas. Não nutro grande paixão por esta última, mas respeito quem aprecia. O que não aceito é que o IVA aplicado a estes casos seja bastante menor do que nas primeiras situações que enumerei.
Quererá o senhor manter distraída a população? Pode ser! E se assim for respeito uma vez mais a decisão. Não deve esquecer-se, todavia, que há quem prefira ver os jogos ou até mesmo as touradas em casa, pela televisão. E nesses casos, estão a pagar IVA a 23% para terem o aparelho ligado.
É estranho não é? Ou será mais um assunto mal explicado?
Já agora, aceite a minha modesta opinião. Leia o artigo que Warren Buffett assinou, este fim de semana, no NY Times. Pode ficar com um resumo desse texto aqui.
Espero que, apesar da agenda bastante preenchida, possa ler este simples texto. Apesar de hoje haver tourada... na televisão!

