quarta-feira, setembro 20, 2006

Crise interna na RTP [parte 2]

O Jornal de Notícias tem, na sua edição on-line, as razões que terão levado à demissão de Carlos Daniel, subdirector de informação da RTP.

Segundo afirma o mesmo meio de comunicação, Carlos Daniel demitiu-se devido a divergências com a Direcção de Informação. O JN utiliza uma fonte da televisão pública que terá relatado o sucedido à Agência Lusa.

Ao que tudo indica o fundamento do problema prende-se com "divergências com a Direcção de Informação, mas não com o conselho de administração". A RTP já confirmou, durante o dia de hoje, a decisão da Direcção de Informação, isto é, a aceitação do pedido de demissão. As restantes demissões - nomeadamente a dos subeditores de Sociedade, Hélder Silva, e de Política, Economia e Internacional, Sandra Sá Couto, dos coordenadores do Jornal da Tarde Duarte Valente e Sandra Sousa, e do coordenador de Desporto, Manuel Fernandes Silva -, foram formuladas como forma de apoio a Carlos Daniel.

Quanto a João Fernando Ramos, coordenador do "Jornal da Tarde", o seu lugar encontra-se, desde hoje e segundo afirmou o próprio, à disposição.

A alteração da proposta que o subdirector apresentou à Direcção de Informação de reenquadramento profissional dos jornalistas da RTP no Porto terá sido outro dos motivos da decisão. "No âmbito da assinatura do novo Acordo de Empresa, Carlos Daniel fez os reenquadramentos dos jornalistas do Porto, mas a versão final não correspondia à sua proposta", explicitou a fonte à Lusa. Por outro lado, o jornalista expressou o seu desagrado pelo facto de ter sido "comunicado a destempo [da] sua não recondução nos relatos dos jogos de futebol da selecção nacional".

terça-feira, setembro 19, 2006

Crise interna na RTP



Acabo de ler o Público on-line e a única coisa que me ocorre é citar o próprio jornal:

"Sudirector Carlos Daniel deixa funções
Responsáveis editoriais da RTP-Porto apresentam demissão
19.09.2006 - 18h49 PÚBLICO


O subdirector de Informação da RTP no Porto, Carlos Daniel, e seis outros responsáveis editoriais da redacção da estação pública naquela cidade demitiram-se das suas funções.

Demitiram-se de funções Sandra Sousa e Duarte Valente (coordenadores do Jornal da Tarde, que é feito no Porto). João Fernando Ramos, também coordenador daquele jornal, pôs o seu lugar à disposição.

O subeditor de sociedade, Hélder Silva, e a subeditora de política internacional, Sandra Sá Couto, também se demitiram das funções de chefia. Posição idêntica foi assumida por Manuel Fernandes Silva, coordenador da secção de desporto.

Nem Carlos Daniel nem a direcção de informação da RTP quiseram explicar ao PÚBLICO as razões desta atitude dos responsáveis editoriais do Porto.

A RTP disse apenas que "a direcção de informação aceitou hoje o pedido de demissão do subdirector de Informação Carlos Daniel"."

Resta saber se o seucedido estará relacionado com algo semelhante ao que aconteceu, há bem pouco tempo, com José Rodrigues dos Santos - na altura director de informação, aquando da nomeação do correspondente da RTP em Madrid.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Politiquices...

Gostaria de falar de dois aspectos curiosos, ambos de diferente maneira e em temáticas distintas, com que me cruzei hoje durante a habitual leitura on-line:

O primeiro prende-se com o desfile de moda de Cibeles, em Espanha, e na sua organização que decidiu, hoje, numa iniciativa integrada no combate à abolimia e à anorexia, proibir todas as modelos demasiadamente magras de desfilar. Os organizadores do evento abordam o facto de os modelos serem, em todo o mundo, seguidos pelos jovens que, a médio prazo, acabam por querer alcançar, a todo o custo, as formas que vislumbram na televisão, revistas, jornais, e em tudo o que é meio de comunicação. Os testes são feitos através de um cálculo que junta a altura e o peso da pessoa, de forma a encontrar a quantidade de massa corporal. A iniciativa é inédita, conquanto tenha recebido elogios rasgados de várias personalidades, inclusivé o de Zapatero.

O segundo diz respeito a algo que, a mim, me preocupa: o novo Estatuto do Jornalista. Pelo que li consegui perceber, embora a custo - devido ao carácter surreal da proposta, que os jornalistas vão estar [ainda mais] limitados no exercício da sua profissão. O sindicato lançou um apelo na tentativa de alterar a proposta de lei
que diz que "os jornalistas não se podem opor a modificações formais introduzidas nas suas obras pelos seus superiores hierárquicos". O mesmo documento pressupõe que a entidade proprietária do meio de comunicação em que o jornalista trabalha, bem como do eventual grupo económico que esta integra, "o direito à livre utilização, em todo e qualquer órgão de informação pertencente à empresa ou ao grupo, de obras destinadas ao meio a que o jornalista pertence". É caso para dizer: precisaremos mesmo dos jornalistas? A meu ver parece-me uma profissão perfeitamente dispensável. Basta contratar alguém que escreva bem, quem sabe um dos administradores do grupo, da empresa, sei lá... Seria, com toda a certeza, uma boa medida, principalmente em termos económicos. Permitiria lucros maiores para os altos cargos, hierarquicamente falando, que deixariam de se preocupar com os encargos, com as reuniões para "controlo positivo". Em termos gerais, o que é escrito a seu respeito. É bom! Com esta medida teremos um jornalismo imparcial, sem incongruências e de grande qualidade. Não é por isso que se tem lutado?

segunda-feira, setembro 11, 2006

Ground Zero




O local onde estavam situadas as torres gémeas.

O dia que mudou o mundo

Há cinco anos foi assim...



domingo, setembro 10, 2006

Shumacher e Alonso. Que futuro?

Schumacher venceu o seu último grande prémio de Monza, como aliás o próprio afirmou na habitual conferência de imprensa pós corrida, e fez o anúncio que o mundo do automobilismo esperava, há já alguns dias: vai abandonar no final da corrente época, aos 37 anos, a Fórmula 1.
Quanto ao seu futuro, as hipóteses poderão passar [quem sabe] pela mesma fórmula 1. Não seria a primeira vez que um ex-piloto tomava conta de uma equipa enquanto director técnico. Todavia, o piloto alemão nada adiantou relativamente a esse facto.

Com a vitória de hoje, Schumacher fica a dois curtíssimos pontos do, ainda, líder do campeonato, Fernando Alonso. O espanhol não tem tido a melhor das sortes de há umas corridas para cá, fruto sabe-se lá do quê

Apesar de ser um simpatizante de Alonso (admito!), custa-me a crer naquilo que tenho visto nas ...últimas corridas. Normal é, pelo menos para aqueles que financiam as equipas - os patrocinadores -, que não queiram deixar sair o número 1 da sua equipa. Da mesma forma, e apesar de se tratar de apenas uma opinião pessoal, Alonso tinha que anunciar (está nos regulamentos), com um ano de antecedência, as suas intenções futuras. O que se verificou foi que o piloto preferiu um ordenado melhor e a sua transferência, na próxima época, para a equipa Mclaren. Desde o anúncio, nada foi igual.

De um momento para o outro, e sem grandes motivos, a Renault, equipa que estava praticamente imbatível nas primeiras corridas do mundial, começa o seu declínio e, consequentemente, também os seus pilotos. A somar a tudo isto, também algumas penalizações ao piloto espanhol, como foi o caso da de ontem por, supostamente, ter dificultado a passagem de Filipe Massa.

Schumacher não tem, de todo, que provar nada a ninguém. É sem sombra de dúvida o melhor piloto de todos os tempos da Fórmula 1 e, nos próximos anos [longos, crê-se] continuará a sê-lo. Bateu todos os recordes que tinha para bater e que eram possíveis de alcançar e de ultrapassar. Está, depois da vitória de hoje, prestes a vencer pela oitava vez o campeonato do mundo. Ao que se consegue, para já, prever irá sair pela "porta grande", isto é, campeão do mundo.

Por seu lado, Fernando Alonso, que ainda tem muito para mostrar e dar ao mundo do automobilismo afirmou, em declarações ao jornal espanhol El Mundo, que "a Fórmula 1 não é um desporto". Sou tentado a admitir, por muito que confie na FIA e nos organismos responsáveis, que temos uma espécie de "apito dourado", mas em versão automóvel: "escape dourado".
É pena, caso seja verdade e embora saiba que a existir nunca tomaremos conhecimento, que se penalize um piloto com tanto talento e qualidade por questões meramente económicas e comerciais.

Mas não são afinal estes os critérios de governabilidade do mundo?

segunda-feira, setembro 04, 2006

O novo "Rei dos ares"



O novo Airbus A380 efectuou, hoje, o seu primeiro vôo experimental. O aparelho levantou do aeroporto de Toulouse levando a bordo funcionários da empresa que se voluntariaram para dar um parecer relativo à comodidade, entre outros aspectos do aparelho.

A Airbus irá realizar mais alguns testes, igualmente com funcionários, em viagens que atingirão as 14 horas.
De salientar que a fabricante aérea tem já algumas encomendas, nomeadamente das transportadoras mais fortes do mercado. O novo "jumbo", com dois andares, quatro potentíssimos motores Rolls Royce e muito luxo - dependendo da classe em que se viaja - promete oferecer momentos de verdadeiro prazer a bordo.

Quem matou o jornal?



Aqui está um artigo, interessante, sobre a pseudo morte - ou quem sabe, a morte na prática - do jornal, impresso, que todos os dias pegamos, mesmo que seja só para ler algumas manchetes...
O artigo é do The Economist e data de 24 de Agosto.

terça-feira, agosto 15, 2006

Electricidade: bendita concorrência



O próximo dia 4 de Setembro parece ser, ao que tudo indica, o [grande] dia em que todos os utilizadores de electricidade em Portugal, o mesmo será dizer: todos os utilizadores dos serviços da EDP, vão poder mudar, se o pretenderem, de companhia eléctrica.

A Entidade Reguladora do Sector Eléctrico (ERSE) vai, segundo avança hoje o JN, durante esta semana, enviar cartas aos 6 milhões de utilizadores de modo a que, a partir da data definida, possam escolher uma outra companhia.

A alteração será feita, segundo a mesma fonte, no prazo máximo de 10 dias e, isto até parece uma utopia, cada cliente poderá mudar de companhia 4 vezes por ano. E esta hein?

Resta saber como é que a EDP Distribuição vai reagir, visto que, a verificar-se o que aconteceu com o sector das empresas, a EDP vai ter que "dar à luz".

segunda-feira, agosto 14, 2006

O mundo vive das notícias


Hugo Chavez visita "El Comandante" no dia do seu octagésimo aniversário.

Cessar-fogo imposto pela ONU a Israel e ao Líbano dura há já 15 horas.

Bill Gates alerta, em conferência mundial para a protecção contra a SIDA, para o facto de a solução poder estar no uso de novas drogas.

Estado de saúde de Ariel Sharon piora novamente. O antigo Primeiro-Ministro israelita encontra-se, além do facto do seu estado de saúde ser crítico, com pneumonia e dificuldades urinárias.

Rolling Stones cancelam concerto em Valladolid devido a uma laringite de Jagger.




Fonte: Sky News

domingo, agosto 13, 2006

Rolling Stones fazem vibrar o Dragão



Acabo de chegar do concerto dos Rolling Stones, no Estádio do Dragão, e o primeiro e único adjectivo que me vem à cabeça é: indescritível!

O grupo continua a mostrar que a idade não é um posto nem que é motivo suficiente para os tirar do palco.

O espectáculo, como o próprio nome indica, foi extraordinário, com um ritmo alucinante, do princípio ao fim, e com uma energia em palco que, Mick Jagger e companhia, há muito nos habituaram.

O concerto durou praticamente duas horas, teve a primeira parte ocupada por Dandy Warhols, e foi, como disse o meu pai - um fanático destes "rockeiros" britânicos - um concerto memorável que nunca mais se esquece, até morrer.

O tempo foi, na opinião de alguns dos espectadores, pelo menos daqueles com quem tive oportunidade de conversar, "de arrasar" e à boa maneira do rock britânico.

A tecnologia tem destas coisas. As fotografias que aqui estão postadas, apesar de no verso do bilhete estar escrito que era proibido tirarem-se fotografias, foram captadas com o meu telemóvel que, sempre que podia, lá tirava mais uma. As limitações são óbvias e compreensivas, penso eu. Espero que apreciem.

Mick Jagger e Keith Richards, as duas partes de uma mesma alma da banda, não surpreenderam. Apenas mostraram ser um exemplo de boa disposição, alegria e qualidade musical que começou a ganhar forma no ano de 1962.

São estas as coisas boas da vida. Cada um tem as suas. Este foi, seguramente, o melhor concerto, até ao dia de hoje, da minha vida.

terça-feira, agosto 01, 2006

Fidel Castro está hospitalizado



Fidel Castro delegou "provisoriamente" as suas responsabilidades no Partido Comunista, no Conselho de Estado e nas Forças Armadas. O sucessor, temporário, é o seu irmão mais novo, Raul.

Fidel foi hospitalizado para ser submetido a uma intervenção cirúrgica, facto que, segundo o líder Cubano, se deve ao cansaço.